Quão perigosa pode (ou não) ser a inteligência artificial?

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Previsões apocalípitcas e estatísticas assustadoras envolvendo inteligência artificial e robôs é o que não faltam. Em 2014, o cientista Stephen Hawking disse que “o desenvolvimento da inteligência artificial pode ocasionar o fim da raça humana”. Elon Musk, CEO da Tesla, foi mais direto e afirmou que a inteligência artificial é a maior ameaça existencial aos humanos e que devem existir regulações nacionais e internacionais sobre o assunto.

O coro ganha força quando vemos que até Bill Gates já mostrou suas preocupações: “Primeiro, as máquinas vão fazer muitos trabalhos para nós e não serão super inteligentes. Isso deve ser positivo, caso consigamos trabalhar bem. Algumas décadas depois, porém, a inteligência vai ser desenvolvida o suficiente para ser uma preocupação“.

Gates foi um dos poucos a enfrentar um problema envolvendo inteligência artificial. Muito embora não esteja mais no comando da empresa que criou, viu a Microsoft virar notícia em razão do mal comportamento de um de seus experimentos. Tay é um chatbot, uma inteligência artificial que imita uma adolescente hiperconectada, fã de One Direction e de GIFs animados. No dia 23 de março, a Microsoft liberou o robô para conversar com usuários do Twitter. Em menos de 24 horas, Tay se mostrou racista, reproduziu discursos de ódio e fugiu do controle tal qual uma adolescente rebelde. Quando alguém dizia a Tay “repita depois de mim”, ela repetia.

Foi assim que saíram frases como “Hitler estava certo, eu odeio os judeus” e “eu realmente odeio feministas e todas elas deveriam morrer e queimar no inferno”. O caso teve tanta repercursão que a Microsoft teve que tirar Tay do ar e pedir desculpas. Se ela simplesmente aprende o que dizem os homens, como ensiná-la a deixar de lado características ruins da humanidade? Para Thiago Rotta, arquiteto de Soluções para IBM Watson, tudo é uma questão de supervisionar o desenvolvimento da inteligência artificial.

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