Trabalhador mexicano usa sucata para construir antena telefônica que dá acesso à internet a uma pequena vila

Para nós, que temos acesso à telefonia celular o tempo todo, já é difícil imaginar uma vida sem celular ou internet. Mas há diversas regiões ao redor do mundo em que as pessoas ainda não usam a telefonia celular por falta de investimentos das indústrias de telecomunicações. É o caso do Estado de Oaxaca, localizado na parte meridional do México, no qual as pessoas até possuem celular, mas não estão conectados a uma rede.

Raúl Hernández, de San Juan Yaee, cidade de Oaxaca, caminha por até 20 minutos para tentar fazer ligações em seu celular. Ele vai até o topo de uma colina e fica ali esperando para pegar sinal de alguma base distante, instalada em algum lugar mais rentável para as telecomunicações do que cidade de San Juan Yaee.

San Juan Yaee é uma região pequena e possui poucos habitantes que, em sua grande parte, sobrevivem da agricultura de subsistência. Para as empresas de telefonia, o investimento na região não é viável por não ser lucrativo. A verdade é que essa visão economicista acaba deixando centenas de pessoas excluídas do mapa da conectividade.

O trabalhador Raúl decidiu por a “mão na massa” e construiu com sucata a base de uma torre que irá possibilitar o acesso dos habitantes à telefonia celular. A ideia surgiu das centrais telefônicas que reutilizam materiais usados no dia a dia e se baseiam em códigos abertos para a transmissão de dados. As antenas de sucata são integradas a um sistema criado pela organização mexicana Rhizomatica, sem fins lucrativos, que aplica novas tecnologias para conectar pessoas e comunidades a serviços móveis.

A organização foi desenvolvida pelo norte-americano Peter Bloom, que possibilita ligações e conexões em locais isolados pelo valor de 120 mil pesos aproximadamente (cerca de R$ 21.000). O valor é alto para a economia da região, mas equivale a um sexto do valor cobrado pela Movistar, operadora de telefonia que integra o grupo Telefónica, para instalação de antenas em áreas isoladas.

Os moradores da região podem utilizar a rede comunitária para efetuar chamadas ilimitadas dentro do país e enviar mensagens de textos por 30 peso por mês (cerca de R$ 5,00). A rede integra uma conexão VoIP, sendo possível efetuar ligações para os EUA, por exemplo, por R$ 0,20 o minuto. Antes, para efetuar este mesmo tipo de ligação, a população pagava R$ 2,50 por minuto nos orelhões da cidade.

Após o grande sucesso, a organização pretende levar o projeto para outras regiões carentes do México e tornar esta uma daquelas ideias que mudam o mundo.

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